mesa livre para a vida

não se descreve o viver. para quê tentar?

11 dezembro 2006

um instante

Joan Ramon Mendo Escoda

instantes brancos em caminhos áridos não regam a secura, iluminam. tão breve brevemente como o voo da borboleta branca na paisagem.

tal como o que sinto hoje é a passagem entre o que fui e o que vou tornar a ser. e tenho de acelerar o passo. não me sei já vestir deste excitante e ainda assim lasso, sonho de amar.

não posso. não sei. não quero!

eia tanto não!

adolescente a negar com a mão e a dizer sim com o corpo todo e o pensamento.

o mais sadio é rir. rir-me de mim, depressa e antes que me esqueça ou que eu aqueça ao colo uma ilusão.

definitivamente respondo-me a mim: NÃO!

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