de-olhos-grandes
ela era uma menina de olhos grandes.
sabia de brincar todos os cantos escondidos e os assobios dos pássaros sem nome. e os ninhos das árvores que sabia. e os gritos aflitos das mães quando os ovos estalavam e os filhos surgiam, se um lagarto subia a árvore também.
sabia o frio da pele dos lagartos no verão. e as pinhas recheadas dos pinhais.
sabia os brinquedos de loiça fracturada. dos amigos sabia as bolas de trapos que faziam à vez. das raparigas os vestidos limpinhos. para não poder sujar.
dos adultos sabia o pai e a mãe.
e sabia muito mais dos adultos que dela. mas disso não contava a menina de olhos grandes, uma palavra só. e a ninguém.
3 Comentários:
Às 6/12/06 12:46 da manhã ,
Al.Jib/Gabriela R. Martins disse...
onde houver uma flauta
um som de campo
um outro cheiro
e um chilreio
eu estou lá
( ou aqui )
à caça!
um bêje!
Às 12/12/06 9:27 da tarde ,
Teresa Durães disse...
dos adultos também sabia, eles de mim ainda não sabem! talvez mais agora vocês que deixo lerem!
vá bejes (só hoje e agora e acabaram. esgotou)
Às 13/12/06 1:49 da manhã ,
tempo disse...
ler a menina embalada no som da flauta. que mais você tem guardado para nos dar?
cordda
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